Eletrólitos são substâncias presentes na água — como sais, minerais ou impurezas — que aumentam a capacidade de condução elétrica do meio. Na prática, isso significa que a água deixa de ser apenas umidade e passa a atuar como um agente ativo na corrosão.
Quando parafusos estão molhados e em contato entre si, a presença de eletrólitos cria um ambiente ideal para reações eletroquímicas. Pequenas diferenças na superfície dos parafusos, como falhas no revestimento ou desgastes por atrito, fazem com que alguns pontos se comportem como ânodo (onde ocorre a corrosão) e outros como cátodo.
Esse fluxo de elétrons, facilitado pelos eletrólitos, acelera significativamente a formação de ferrugem. Por isso, ambientes com água contaminada, maresia ou alta concentração de umidade são ainda mais agressivos.
Além disso, quando os parafusos estão agrupados, a água com eletrólitos fica retida entre eles, prolongando o tempo de exposição e intensificando o processo de deterioração.
O tipo de revestimento influencia diretamente na resistência a esse cenário:
Zincado: oferece proteção básica, indicado para ambientes internos e baixa exposição a eletrólitos
Ruspert 1000h: maior resistência à corrosão, suportando melhor ambientes com presença moderada de agentes corrosivos
Ruspert 1500h: alta proteção, ideal para ambientes mais agressivos, como locais com alta umidade ou presença constante de eletrólitos
Para evitar problemas, é essencial armazenar os parafusos em locais secos, evitar contato com água contaminada e garantir que o material não permaneça úmido.
Entender o papel dos eletrólitos é fundamental para prevenir a oxidação e garantir a durabilidade dos fixadores, principalmente em aplicações mais exigentes.